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Repercussão da assembleia de 04 de setembro na imprensa de Juiz de Fora

postado em 5 de set de 2012 02:26 por Usuário desconhecido   [ atualizado em 5 de set de 2012 19:16 por Paulo Villela ]
Seguem algumas transcrições do que foi divulgado na imprensa local sobre a assembleia realizada ontem 04 de setembro, até às 06:00h do dia 05 de setembro de 2012.

ACESSA


Os professores federais, reunidos em assembleia durante a tarde desta terça-feira, 4 de setembro, decidiram pela suspensão da greve, a partir da próxima quarta-feira, 12 de setembro. Após aprovação da medida, será encaminhado o posicionamento para o comando nacional de greve.

Mesmo com a decisão de suspender a paralisação, haverá continuidade na mobilização, com possibilidade de retorno, caso seja necessário. Na próxima segunda-feira, 10, haverá nova reunião e, caso não haja imprevistos, a expectativa da classe é de que as aulas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Instituto Federal de Educação do Sudeste de Minas voltem a partir do dia 12.

ECADERNO

Professores decidem voltar às aulas, mas continuam mobilizados por melhores condições de trabalho.

Em assembleia na tarde de hoje (4), os docentes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Federal de Ensino Superior (IFES) indicaram a suspensão da greve para o dia 12, quarta-feira . Os professores decidiram voltar às atividades, porém continuam mobilizados pela reestruturação da carreira.

O Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) propôs a saída unificada da greve. O presidente da Apes, Rubens Luiz Rodrigues, explica como funciona o processo de definição dessa data.

“O CNG solicitou das assembleias que se posicionassem sobre a suspensão da greve. Foi aprovado indicar para o dia 12. As bases de todo o país têm até o dia 3 para a realização de suas votações. Após isso, o Comando irá recolher as definições e fazer uma indicação, que pode ser igual a nossa ou não. A direção política que o CNG está colocando, que a assembleia confirmou hoje, é a saída da greve. Vamos nos reunir no dia 10 para confirmar a data”, diz.

Suspensão

A indicação da assembleia é de suspensão da greve, e não seu fim. A diferença é que, mesmo retornando às atividades, os professores continuam mobilizados na luta de melhores condições de trabalho e pela reestruturação da carreira.

João XXIII

Alunos do Colégio de Aplicação João XXIII compareceram à assembleia para saber sobre a solicitação que fizeram à Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes-JF) – adiamento do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM).

“A gente quer que a reitoria e a Apes continuemnos apoiando. São 106 dias de greve e gostaríamos que fossem 106 dias de adiamento do PISM”, diz o aluno do João XXIII, Mateus Coelho.

O presidente da Apes explica que esse assunto ainda não foi discutido com a reitoria. “Fizemos contato com o professor Henrique Duque, mas não conseguimos marcar a audiência”, diz. O resultado se repete quanto ao Sisu. “Ainda não temos uma posição em definitivo”, diz Rubens.

Mateus aprecia o resultado da assembleia, mas teme não conseguir compensar o tempo perdido. “Foi proveitoso e positivo, porque a greve já dura muito tempo e desgasta professores e alunos. Retomando as aulas, os danos são menores. É melhor voltar do que ficar parado, mas não vai dar tempo de finalizar as matérias”.


A votação pela saída unificada do movimento ainda está ocorrendo em outros comandos locais de greve e os resultados serão informados ao Andes.

Professores aprovam suspensão unificada da greve para o dia 12 de setembro. Assembleia Geral da Associação dos Professores de Ensino Superior (APES-JF) foi realizada na tarde de hoje (04) com docentes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Federal de Ensino Superior (IFES).

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) enviou para votação nos comandos locais de greve a sugestão de suspensão unificada da greve. Após resultado das assembleias realizadas nos sindicatos locais, o Andes irá se reunir nos dias 7, 8 e 9 de setembro para tomar a decisão sobre o movimento grevista. No dia 10 de setembro a Apes irá realizar outra assembleia para comunicar a decisão tomada, de acordo com o comando nacional.

Em votação, ampla maioria dos docentes presentes na reunião da Apes votaram pela suspensão do movimento. A data de volta às aulas será definida posteriormente pelo comando nacional de greve.


MEGAMINAS - TV INTEGRAÇÃO


A Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), realizou nesta terça-feira (04) uma assembleia para discutir os rumos da paralisação. Eles decidiram enviar um relatório ao comando nacional propondo uma divulgação entre as universidades, em greve, para uma saída unificada no dia 12 de setembro. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira (10). Em Viçosa, foi feita uma reunião também nesta terça com o comando local da paralisação. Amanhã terá uma assembleia. E em São João del-Rei, a seção sindical fará uma assembleia na próxima quinta-feira (06).


TRIBUNA DE MINAS

Categoria pode confirmar suspensão do movimento na segunda-feira, após avaliação do comando nacional de greve

Os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do IF Sudeste sinalizam com a possibilidade de retomar suas atividades a partir da próxima quarta-feira. Os docentes aprovaram por maioria absoluta a proposta de suspensão unificada da greve nacional no dia 12. Com a decisão tomada ontem à tarde, na sede da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), a categoria mostrou-se favorável à orientação do comando nacional de greve, que solicitou que as assembleias regionais debatessem o assunto e indicassem um marco temporal para a suspensão da mobilização. Entre sexta-feira e domingo, um novo posicionamento nacional será emitido. Em Juiz de Fora, a categoria se reúne novamente na segunda-feira à tarde, quando pode ratificar ou não a volta às aulas, que já estão paralisadas há 108 dias.

Durante a assembleia desta terça-feira (4), os professores se esforçaram para deixar claro que a suspensão da greve não significa o fim da mobilização, podendo o movimento ser retomado caso a categoria julgue necessário. No último dia 31, o Governo enviou à Câmara o projeto que oficializa o acordo assinado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que prevê reajustes entre 25% e 40%, diluídos nos próximos três anos. O acerto é rechaçado pela categoria, que afirma que o Proifes não teria representatividade para defender seus interesses. Com maior influência, as assembleias do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) rejeitaram a proposta. "A nossa pauta que luta pela definição de um plano de carreira ainda não findou. Vamos manter ações políticas para que ele mesmo altere seu projeto de lei", afirma Rubens Luiz Rodrigues, presidente da Apes.

Segundo representantes locais do comando nacional, a tramitação do projeto de lei foi um dos fatores que levaram à sugestão da suspensão unificada da greve, pois, momentaneamente, reduz as possibilidades de mudanças do atual cenário de negociações. Outro fato que influenciou o posicionamento foi o entendimento de que a paralisação já se alonga além do esperado. Entretanto, a principal justificativa que levou os docentes a tomarem a decisão foi a avaliação de esta seria a melhor estratégia para mostrar a unidade e a organização da categoria, que permaneceria capaz de continuar o enfrentamento em outras frentes.

Calendário

Apesar da sinalização dos professores sobre a possível retomada de suas atividades na próxima quarta-feira, ainda não há qualquer previsão sobre como ficará o calendário escolar das unidades ligadas à UFJF. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, a "Pró-reitoria de Graduação aguardará a decisão da próxima assembleia da Apes para poder agendar uma reunião do Conselho Setorial de Graduação (Congrad) e redefinir o calendário acadêmico." Ainda de acordo com a nota, "o reinício das aulas, no entanto, não dependerá desse encontro do Conselho. Elas podem ser retomadas assim que a greve se encerrar de fato."

Independente da possibilidade de retomada das atividades na próxima quarta-feira, a greve dos professores da UFJF já se igualou à maior mobilização promovida pelos docentes da instituição. Segundo informações da Apes, em 2005, o movimento grevista atingiu os mesmos 108 dias que a atual paralisação completa na quarta (5). Também na assembleia de terça os docentes aprovaram a participação da categoria na edição local do Grito dos Excluídos, que será realizada na sexta-feira, a partir das 7h, na Avenida Rio Branco, também foi referendada.


Após reunião realizada na tarde desta terça-feira (4), os professores federais de Juiz de Fora aprovaram a suspensão unificada da greve no próximo dia 12. Apesar da decisão, a categoria segue mobilizada e pode retomar o movimento caso julgue necessário. Os docentes aprovaram a medida em assembleia e encaminharam o posicionamento para a avaliação do comando nacional de greve. As situações regionais serão avaliadas separadamente.

Na segunda-feira (10), os professores da UFJF voltam a se reunir. Caso não haja uma reviravolta no comando nacional, a expectativa é de que as aulas sejam retomadas na próxima quarta-feira (12).

TER NOTÍCIAS

09:48H - Aulas na UFJF podem voltar no dia 12

Em assembleia da Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes - JF), na tarde de ontem, professores decidiram, sem votos contrários, a favor do fim da greve no dia 12, quarta-feira.

Segundo Rubens Luiz Rodrigues, presidente da Apes – JF, a greve é apenas um instrumento nesse momento, e o Comando Nacional de Greve (CNG) está apontando uma saída, dizendo ter fundamentos para isso. “Indicamos para o comando a saída unificada dia 12, vamos esperar a avaliação das outras assembleias por parte do CNG”, explicou.

Durante a assembleia, o tema mais discutido foi a respeito do fim ou apenas suspensão da greve. A suspensão era proposta por alguns docentes, como forma de retomar as atividades, mas deixar claro para o governo que continuavam reivindicando, lutando por negociação, ou seja, em greve, suspensa. O final da greve era defendido por alguns que alegavam já ter conquistado bons resultados durante o tempo de paralisação, e que estava na hora de finalizar o movimento.

Outro tema debatido, e acatado pela maioria, é o envio de uma moção de repúdio à Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que trocou a diretoria do colégio de aplicação (Colun). A troca ocorreu para atender o direito dos professores que querem voltar ao trabalho, mas mantido o direito de greve daqueles que optam pela paralisação. Para o diretor geral do colégio de aplicação da UFJF, João XXIII, e redator da moção, professor José Luiz Lacerda, a ação foi arbitrária e autoritária.

Em relação às datas do Pism, a Apes ainda está tentando agendar uma reunião com o reitor. Seis alunos do João XXIII estiveram presentes na assembleia de ontem, para acompanhar o caso.

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) havia proposto, na última sexta-feira, com base em resultados de assembleias locais, o fim da paralisação. Após novos resultados de assembleias das universidades, como a de hoje, a Andes dará um posicionamento até amanhã, quando já tiver realizado nova assembleia. A Apes-JF decidirá no dia 10, às 14h, na sede da associação, se acatará a decisão da Andes.

Calendário

O pró-reitor de graduação da UFJF, Eduardo Magrone, afirmou que já existe uma projeção para o cumprimento do calendário. “No caso de retorno às aulas no dia 12, o final do primeiro período de 2012 seria cumprido formalmente em seis semanas. O segundo teria inicio no final de outubro. Haveria uma pausa para as festas de fim de ano no final de dezembro, e o período seguiria até março, quando ocorreria um recesso de sete a dez dias para matricula de novos alunos”, explica.

Magrone também informou que mesmo com tudo já planejado, vai demorar até que a Universidade volte ao normal. “Acredito que sejam precisos pelo menos dois anos para que o calendário seja ajustado completamente”, avaliou.